No dia 28 de maio, o grande ecrã do Batalha Centro de Cinema transformou-se numa porta aberta para a reflexão, o debate e a empatia. Para os alunos das turmas 10.º CT4, 12.º LH2, 12.º SE1 e 12.º LH1 da Escola Básica e Secundária Carolina Michaëlis, o visionamento do filme Flee — A Fuga, de Jonas Poher Rasmussen, esteve longe de ser apenas uma sessão de cinema recreativa.
Através de um formato cinematográfico peculiar — o documentário em animação —, os alunos e os professores que os acompanharam — Maria João Torrão (Português), Leonor Neves (professora estagiária de Filosofia), M.ª Conceição Campelo (Psicologia B), José Valente (História A) e Helena Sena (Matemática) — foram profundamente tocados pela história verídica de Amin, que aborda temas tão complexos, prementes e atuais como a política, a guerra, a crise dos refugiados, o tráfico humano, a afirmação de género e a construção da identidade.
A iniciativa contou com a presença de um mediador de arte, figura-chave que ajudou os estudantes a descodificar as escolhas estéticas por detrás da narrativa e da realização da obra. O filme acompanha Amin, um refugiado afegão que chegou à Dinamarca ainda menor e que, aos 36 anos, pela primeira vez, numa entrevista conduzida por um amigo de infância, partilha o seu passado.
Ao cruzar a animação com o documentário biográfico, a sessão potenciou, sem dúvida, um espaço surpreendente de reflexão e discussão. Esta "fuga" até ao Batalha provou que o cinema, quando mediado com intencionalidade pedagógica, é uma ferramenta poderosa para promover a cidadania, a sensibilidade estética e o pensamento crítico dos alunos.